Medição de 20 e 21 de agosto de 2026, 97 capturas. O ESX domina, com 6,5 vezes mais jogadores conectados que o QBCore. E o segundo lugar mundial não é do QBCore, é do vRP.
Esses números não vêm de enquete nem de achismo. A lista pública de servidores do FiveM, a mesma que o seu launcher consulta, é aberta para qualquer um: cerca de 35.000 servidores declaram ali, o tempo todo, seu número de jogadores, seu idioma e suas tags. Nossa equipe coletou essa lista 97 vezes em 24 horas, das 16h25 do dia 20 de agosto às 16h12 do dia 21, UTC, o que soma 3,33 milhões de observações. De quebra, isso responde uma pergunta que muita gente faz: o FiveM tem cerca de 35.000 servidores listados, e até 214.734 jogadores conectados ao mesmo tempo no pico da noite. Cada número deste artigo é uma média dessas 97 capturas, nunca uma leitura isolada.
Um detalhe de vocabulário antes dos números, porque ninguém mais deixa isso claro: um servidor “ESX”, no sentido desta medição, é um servidor que declara a tag esx na configuração. Isso é declarativo, igual ao contador de jogadores. Um servidor pode mentir, estar mal configurado ou não declarar nada. É o limite de toda medição desse ecossistema, inclusive a nossa, e preferimos dizer isso logo de cara em vez de esconder numa nota de rodapé.
ESX ou QBCore: quem tem mais jogadores em 2026?
O ESX, e com folga: 54.734 jogadores conectados em média nas nossas 97 capturas, contra 8.385 do QBCore. Seis vezes e meia mais. Em servidores listados, a diferença é menor, 12.178 contra 4.669, o que revela algo que os rankings nunca mostram: os servidores ESX são maiores em média. De um lado o framework das grandes comunidades, do outro o dos servidores que estão começando.
Ou seja: o framework mais usado do FiveM em 2026 continua sendo o ESX, tanto em jogadores quanto em servidores. E o segundo lugar não é o que o resto do mundo imagina: o vRP carrega 30.763 jogadores em média, quase quatro vezes o QBCore, em apenas 1.753 servidores. Vamos voltar a ele mais adiante, porque esse número sozinho derruba a maioria dos comparativos publicados.
Por que os rankings que você lê por aí estão errados?
Porque contam servidores em vez de contar jogadores, e medem em um único horário: os dois vieses empurram para o mesmo lado, e são enormes.
Primeiro viés: a maioria dos servidores listados está vazia. Nas nossas capturas, só 22,8% dos servidores de língua inglesa tinham pelo menos um jogador conectado, 19,3% dos franceses, 15,7% dos alemães. Um ranking por “número de servidores” conta principalmente casca vazia, e acaba inflando os frameworks fáceis de instalar, aqueles que alguém sobe numa noite e abandona.
Segundo viés: o horário. O ecossistema carrega 85.354 jogadores no vale das 08h UTC e 214.734 no pico das 19h. Um fator de 2,5 entre os dois. Qualquer estatística tirada de uma única captura depende antes de tudo da hora em que foi tirada, e do continente que ela favorece.
O ESX morreu?
Não, e os fatos têm data: três releases desde maio de 2026, e a detecção da edição Enhanced do jogo mergeada em doze dias. A pergunta volta todo ano desde 2021, então aqui está o que o repositório público mostra. O ESX Legacy lançou a 1.13.5 em 25 de maio de 2026, a 1.14.0 em 17 de julho e a 1.14.1 em 16 de agosto. E quando foi preciso detectar a edição Enhanced do GTA V, a pull request foi aberta em 23 de julho e mergeada em 4 de agosto: doze dias. Framework morto não responde em doze dias. Some a isso os 54.734 jogadores medidos acima, e o assunto está encerrado para 2026.
O QBCore morreu?
Não, mas está em queda, e o boato circula por motivos reais: não lidera em jogadores em nenhum mercado, tem os servidores mais vazios dos quatro frameworks, e um ecossistema que começa a largar ele. Na nossa medição, o QBCore carrega 8.385 jogadores, quatro vezes menos que o vRP, e só 18,8% dos seus servidores listados tinham pelo menos um jogador, a taxa mais baixa dos quatro frameworks.
O sinal mais duro não vem de fórum, vem de código. Em 5 de agosto de 2024, o ox_inventory, o inventário da stack ox, removeu seu bridge do QBCore: 761 linhas apagadas de uma vez, com uma mensagem de commit que não alivia: “Removes the cancer that is qbcore.” Já o suporte ao Qbox continua lá, intacto.
O clima na comunidade acompanha. Diante da pergunta “QBCore ou Qbox?” no Reddit em junho de 2024, um usuário responde: “Qbox, Qbcore is dead.” Um comentário não é estatística, mas mostra para que lado a conversa pende, e nossos números dizem a mesma coisa com mais educação.
O Qbox já está substituindo o QBCore?
Em número de servidores, a virada está em andamento: 3.828 servidores declaram Qbox contra 4.669 do QBCore, já 45% do ecossistema QB. Em jogadores, o QBCore ainda está na frente, 8.385 contra 5.886: as grandes comunidades QB não migraram, são os servidores recentes que escolhem o fork. Se a tendência se confirmar nas nossas próximas medições, a pergunta “ESX ou QBCore” vai precisar virar “ESX ou Qbox” mais rápido do que a maioria dos guias imagina.
O Qbox nasceu em setembro de 2022 como fork do QBCore, e sua documentação já dá o tom: retrocompatibilidade com “quase todos os scripts QBCore, com poucas exceções”. É essa compatibilidade que deixa a troca quase de graça para um servidor, e que explica a curva de adoção entre os servidores novos.
Do lado de quem vende, também dá para ver: pedidos de instalação no Qbox viraram rotina entre nossos compradores. E do nosso ponto de vista de desenvolvedores que mantêm os dois como alvo de bridge, os dois frameworks funcionam quase igual: nossos scripts rodam no Qbox do mesmo jeito que no QBCore, e as poucas diferenças se resolvem na configuração. É isso que barateia a troca para um servidor novo, e bate com o que a própria documentação do Qbox promete. Quanto à performance extra que o fork anuncia, não medimos nada: este artigo mede adoção, não velocidade.
E o vRP, por que ninguém fala dele na Europa?
Porque o vRP é um fenômeno concentrado: 78,7% dos jogadores de língua portuguesa rodam nele, e o Brasil, sozinho, já basta para fazer dele o segundo framework do mundo. São 30.763 jogadores em média, com pico de 54.952 jogadores só na língua portuguesa, em servidores duas vezes maiores que a média do ecossistema. Os comparativos em inglês ignoram o vRP porque nunca cruzam com ele: o ponto cego é geográfico, e é deles. A cena está aqui o tempo todo, o resto do mundo é que não olha para cá.
Dois detalhes dizem tudo sobre essa cena. Seus servidores são os mais vivos do ecossistema inteiro: 35,2% dos servidores vRP listados tinham pelo menos um jogador durante nossas capturas, quase o dobro do QBCore. E mesmo assim o repositório canônico do vRP não recebe um commit desde 15 de maio de 2025: o framework que realmente roda esses servidores não é o do repositório, são bases próprias, fechadas, reescritas pelas grandes equipes daqui.
Aqui está o recorte por idioma, medido nas mesmas 24 horas, em dois dias úteis. Um aviso sobre o método antes: dependendo do idioma, entre a metade e quatro quintos dos jogadores jogam em servidores que declaram seu framework, e os percentuais abaixo valem só entre esses servidores identificados. Em alemão, o ESX esmaga tudo: 97% dos jogadores. Em francês, 91%. Em espanhol, 73%. Em inglês, 59%, com o Qbox já em 18%. Já em português, o vRP reina com 94%. E o árabe é o único mercado de fato disputado: ESX 48%, vRP 37%.
Esse último número é uma aula de metodologia por si só. Nossa própria captura isolada de 15 de agosto colocava o vRP em primeiro entre os jogadores de língua árabe; vinte e quatro horas de medição recolocam o ESX na frente. Uma captura única erra, inclusive a nossa, e preferimos mostrar isso a esconder. Um comparativo completo sai depois da release estável do FiveM Enhanced.
Qual framework escolher para abrir um servidor em 2026?
Para dar os primeiros passos no desenvolvimento de servidor: QBCore ou Qbox. Para crescer: uma base que é sua. Essa é a recomendação da nossa equipe, que abriu vários servidores e os fez crescer, e ela vem em duas etapas.
No começo, QBCore ou Qbox são bons pontos de entrada porque chegam com um baita arsenal de scripts. Do jeito que vêm, depois de alguma configuração, eles já conseguem receber jogadores, e é exatamente disso que você precisa quando abre: atender os primeiros que chegam sem meses de desenvolvimento.
Quando o servidor cresce, o framework do jeito que veio não dá mais conta. Aí você precisa de fundações sólidas, e dois caminhos levam até elas: abrir o QBCore ou o Qbox e melhorá-los a fundo, ou separar um tempo para escrever um framework próprio, feito sob medida para o que os seus jogadores esperam. Nós mesmos fizemos esse caminho: nossos servidores abriram no QBCore, e esse framework acabou inteiramente reescrito dentro de casa.
Sobra uma pergunta que não depende de você: o mercado. O framework dominante muda com o idioma do seu servidor, e é ele que decide onde você vai recrutar seus devs e encontrar seus scripts. Para isso, os números acima são a referência.
Vale a pena migrar de framework em 2026?
Não, se o seu servidor roda e a sua equipe domina a base: uma migração custa semanas e não traz um jogador sequer por si só. A pergunta merece uma resposta fria, com números, não o medo de perder o bonde. Três casos se destacam. Do QBCore para o Qbox, o pulo é curto: a retrocompatibilidade carrega a maior parte dos scripts, e é exatamente por isso que esse é o único caminho que a nossa medição vê sendo tomado de verdade. Entre os mundos ESX e QB, não tem pulo, tem muro: nem as convenções nem os scripts são compartilhados, e ninguém atravessa isso por causa de um ranking. E se o seu servidor cresce a ponto de bater no teto do framework, releia o nosso caminho acima: às vezes a migração de verdade não é para outro framework do mercado, é para uma base sua.
O que vimos nos nossos servidores em produção e em sete alvos de bridge
Este blog tem uma regra: metade de um artigo tem que ser coisa que vivemos, não que lemos. Aqui está o que sabemos de primeira mão.
O que o QBCore nos custou em produção
Nosso tempo no QBCore foi uma escola, e a mensalidade foi paga em produção. Quanto mais o servidor enchia, mais tínhamos que corrigir o próprio framework: chamadas em loop, queries SQL bloqueantes, threads de servidor e de rede para refazer. Um servidor QBCore deixado no estado de fábrica começa a perder o fôlego por volta de 300 a 350 jogadores simultâneos: esse é o limite que vimos com os próprios olhos, e foi ele que nos convenceu de vez. Primeiro acumulamos experiência reescrevendo o QBCore pedaço por pedaço, depois escrevemos um framework próprio.
O que sete alvos de bridge ensinam sobre frameworks
Os scripts do nosso catálogo detectam e se conectam a ESX, QBCore, Qbox, ox_core e vRP, mais um modo standalone e um modo custom. Escrever e manter esses bridges é o melhor curso de anatomia comparada que existe: você vê o que cada framework expõe de forma limpa, e o que precisa contornar.
A lição mais marcante veio do vRP. Nossa equipe entrou no FiveM aprendendo os frameworks da cena gringa, e o vRP surpreendeu: ele não funciona como um QBCore da vida, nem nas convenções nem no jeito de expor as coisas. E mesmo assim é o segundo framework do mundo em jogadores, com a maior proporção de jogadores por servidor de todo o ecossistema. Duas explicações possíveis, e não temos como bater o martelo: ou o framework aguenta estruturalmente cargas maiores, ou os grandes servidores daqui reescreveram ele a fundo ao longo dos anos, como nós fizemos com o QBCore. A cena vRP vive de bases próprias e fechadas, sem repositório público para conferir, então nossa pesquisa não consegue confirmar nenhuma das duas, e preferimos deixar isso escrito a escolher a versão que nos convém.
O que o nosso suporte vê
Sobre o recorte dos nossos compradores por framework, a resposta honesta é que não sabemos, e o motivo é estrutural: nossos scripts detectam o framework na inicialização, a mesma compra serve ESX, QBCore, Qbox ou vRP, então a venda não registra em qual framework o script vai acabar rodando. Mas existe um sinal, imperfeito e real: as dúvidas e os chamados de suporte que mais chegam para nós falam de ESX. Isso não é estatística, é a fila do nosso suporte, e ela pende para o mesmo lado que a medição.
O checklist antes de escolher
- O framework mais jogado do mundo em 2026? ESX, 6,5 vezes o QBCore
- O segundo? vRP, carregado pelo Brasil
- Ranking por número de servidores é confiável? Não, 62 a 84% dos servidores listados estão vazios
- A hora da medição muda o resultado? Muda, por um fator de 2,5
- O Qbox está substituindo o QBCore? Entre os servidores novos, está em andamento
- O contador de jogadores é verificado pela Cfx? Não, é autodeclarado
- O ESX morreu? Não: três releases desde maio de 2026
- O QBCore morreu? Não, mas está em queda: só 18,8% dos servidores listados estão ativos
Perguntas frequentes
De onde vêm esses números?
Do feed público da lista de servidores do FiveM, o mesmo que o launcher consulta, coletado 97 vezes entre as 16h25 do dia 20 de agosto e as 16h12 do dia 21, UTC, uma captura a cada 15 minutos e 3,33 milhões de observações. Cada valor do artigo é uma média do conjunto inteiro de capturas, e a taxa de servidores com gente jogando de verdade é publicada ao lado das contagens brutas.
Um servidor pode inflar seu número de jogadores?
Pode: o contador de jogadores e as tags de framework são declarados pelo próprio servidor, e a plataforma não verifica. É o limite de toda medição desse ecossistema, inclusive a nossa. Dá para conter o problema cruzando capturas ao longo de 24 horas e publicando a taxa de servidores ativos, mas não dá para eliminar.
Qbox e QBCore são a mesma coisa?
Não. O Qbox é um fork do QBCore criado em setembro de 2022, desenvolvido separado desde então, e sua documentação anuncia retrocompatibilidade com quase todos os scripts QBCore, com poucas exceções. Na prática o mesmo script geralmente roda nos dois, mas os dois projetos evoluem cada um no seu caminho, e nossa medição conta os dois separados.
Os scripts vendidos aqui rodam em todos esses frameworks?
Rodam: cada script do catálogo sai pré-configurado para ESX, QBCore, Qbox, ox_core e vRP, mais um modo standalone sem framework nenhum e um modo custom, com detecção automática na inicialização. A linha Framework de cada página de produto é o que vale para um script específico.
Esses números vão ser atualizados?
Vão, sempre que o ecossistema mudar de verdade, não em data fixa. A medição é uma ferramenta interna que pode rodar de novo quando quisermos, cada atualização vai ganhar data no histórico no fim da página, e o valor anterior continua legível. Número de ecossistema sem data não vale nada, inclusive os nossos.
O histórico desta página
- 22 de agosto de 2026. Primeira publicação, com as capturas de 20 e 21 de agosto.
Fontes
A lista pública de servidores do FiveM, cujo feed foi coletado 97 vezes pela nossa ferramenta de medição interna. A documentação do FiveM para as tags de servidor. Os repositórios públicos dos quatro frameworks: ESX, QBCore, Qbox e vRP. Os dados agregados das nossas 97 capturas ficam guardados e estão à disposição de quem pedir.
Ficou na dúvida sobre o que esses números significam para o seu servidor? Nosso Discord responde, sem papo de vendedor.



